O que é que há?
O homem é livre de tudo o que sabe e escravo de tudo o que ignora. - Rohden
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Confiem na Luz
Você ri, e nós choramos, pois é muito amor para agüentarmos.
Você toca a flauta e chama para o dharma, e nós aqui vamos tentando.
Você fala para jamais desistirmos, e por isso nós insistimos...
Você não nos julga, só apóia, e diz: “Avante! Mesmo que ninguém entenda, e não se detenham, até alcançarem a meta!”
E você também diz: “Entreguem os frutos de seus trabalhos a Mim, o Senhor de todos os dharmas. Só eu é que sei o que está em seus corações e vidas.”
Maharaj, você conhece essa nossa saudade, que os outros não entendem.
Cada um de nós aqui é um Narananda, mesmo que muitos nem percebam isso, mas sentem essa mesma saudade de vez em quando.
Essa saudade que não se explica, só se sente.
Na longa noite da alma dos homens tristes, você nos enviou.
E nos confiou o dharma da espiritualidade esclarecida e amiga.
E apenas nos disse, antes de descermos nas lides da carne:
“Trabalhem com Amor. Confiem na Luz. Cumpram o dharma. Ajudem a humanidade com seus talentos. Por onde vocês forem, vida após vida, o meu azul estará com vocês, em espírito. E quando a saudade do espírito apertar, recolham-se na prece e na meditação serena e amiga. E pensem mais ainda no bem da humanidade. E lembrem-se de seus amigos de dharma, que também sentirão essa mesma saudade.
No silêncio que ama sem nome, você se sentirão, em espírito, e me sentirão também. E o meu azul enternecerá seus corações nas trilhas da espiritualidade consciente. E a saudade, se transformará em serviço a favor do mundo, até o momento final do estágio de cada um. Sim, vocês se sentirão, em espírito e coração...”
No silêncio que ama sem nome, você se sentirão, em espírito, e me sentirão também. E o meu azul enternecerá seus corações nas trilhas da espiritualidade consciente. E a saudade, se transformará em serviço a favor do mundo, até o momento final do estágio de cada um. Sim, vocês se sentirão, em espírito e coração...”sexta-feira, 29 de outubro de 2010
“Só vence na vida quem acredita na vitória.”
O que fazer quando algumas pessoas não aceitam a vida que tem???
Acho triste quando pessoas não sabem apoiar o outro ou simplesmente se desesperam por tudo
Ou até mesmo sempre ficam com aquele pensamento negativo de que nada irá dar certo que a grama do vizinho é sempre mais verde
Quero contar sobre como algumas pessoas que passam pela nossa vida nos assustam com certas atitudes e modo de encarar a vida.
Gostaria de citar um belo fato aqui mais o melhor é não cita-lo
Às vezes deveríamos nos conceber uma permissão fundamental: a permissão de sermos nós mesmos.
A pessoa deve ter em mente, um ditado popular, que fala o seguinte: “Não tenho tudo que amo, mas amo tudo o que tenho”.
O maior problema destas pessoas é a falta de fé
Esse tipo de pessoa sempre pensa que a vida do vizinho é perfeita e a dele (a) é sempre um tormento
A pessoa negativa até diante de uma situação otimista vê pessimismo, ao contrário, uma pessoa positiva diante de uma situação pessimista vê otimismo.
Não podemos viver de sonhos, mas vivemos pelos nossos sonhos
Temos que aceitar os caminhos que a vida nus coloca pela frente temos que aceitar e ir em frente
Não podemos ser tão negativos ao ponto de ficar falando não consigo não vai dar certo ou ele não vai conseguir você não é capaz de tal coisa
Acho que esse modo de ver a vida é um dos modos mais baixos do ser humano
Se você não pode ajudar o outro ou apenas confiar em você quem irá confiar?
Os outros que não vão
“Encha sua alma de alegria. Aproveite a convivência com os que amam. Acredite em sua felicidade e pense nela todos os instantes.”
SUBA PARA POSIÇÕES ELEVADAS
As flechas não alcançam o céu. Coloque-se sempre em posições elevadas com bons pensamentos, palavras, ações e sentimentos nobres e maduros.
Uma atmosfera de pensamentos e sentimentos de alto nível faz com que as energias do mal, que têm pequeno alcance, não o atinjam. Essa é a melhor forma de criar "incompatibilidade" com as forças do mal. Lembrem-se: energias incompatíveis não se misturam.
As flechas não alcançam o céu. Coloque-se sempre em posições elevadas com bons pensamentos, palavras, ações e sentimentos nobres e maduros.
Uma atmosfera de pensamentos e sentimentos de alto nível faz com que as energias do mal, que têm pequeno alcance, não o atinjam. Essa é a melhor forma de criar "incompatibilidade" com as forças do mal. Lembrem-se: energias incompatíveis não se misturam.
“Melhor esquecer o passado. Afinal, tudo é temporário. Se aceita que a vida não erra, deve saber que o melhor momento para nós é o hoje, o agora.”
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Estava lá eu lendo um artigo
Um artigo que fala sobre a derrota. O tema ‘derrota’ é algo muito delicado na Índia. Porque os indianos são criados para competir. E competir muito – pra ganhar. Como o país é superpopuloso, ser mais ou menos não dá. Você tem que competir bastante, chegando ao seu limite e esgotamento psicológico, para conseguir um bom posicionamento na vida. E por bom posicionamento, entenda-se um bom cargo em uma empresa reconhecida, que irá colaborar com o aumento do seu status perante a sociedade. Porque a sociedade importa muito, e você não pode envergonhar sua família perante ela. E o texto abaixo fala justamente dessas derrotas que sofremos na vida, e eu achei interessante a ligação feita com a mitologia indiana, o que nos revela muito sobre a cultura em questão, seu modus operandi e deixa a questão: como aplicar isso em prática diante de uma realidade tão competitiva
Por Sudhamahi Regunathan – publicado no jornal The Times of India em 08/02/2010.
O prêmio é a vitória. No que quer que você faça, você tem que ser um vencedor. Seja aprendendo a cantar, a dançar ou apenas jogar. Nós vivemos com medo de perder. Nós temos tanto medo e freqüentemente ouvimos a frase ‘você é uma perdedora’ dita a uma outra pessoa.
Então, o que acontece quando você ‘perde’? Além do fato de que ganhar e perder são termos relativos, não é tão ruim assim perder de vez em quando. Às vezes, ao perder, você pode ganhar mais, especialmente quando você vive em uma sociedade onde você está constantemente em contato com outras pessoas que são expostas a situações diversas. É a pessoa que perde, pode-se dizer, que mantém o curso das coisas. Isso não é uma glorificação aos perdedores, mas uma focalização no desenvolvimento balanceado, ao invés de glorificar a obsessão por ganhar sempre.
Shiva e Parvati estavam jogando dados. Toda vez que Shiva jogava o dado, os torcedores de Parvati se exaltavam de alegria, ao passo que os companheiros de Shiva choravam de angústia. Parvati ganhou e Shiva perdeu. Certa vez, Shiva perdeu até a última peça de roupa que ele usava, para Parvati. ‘Por que você sempre perde?’, perguntavam os torcedores de Shiva. Eles tinham uma fé implícita em sua supremacia. Então como é que ele podia perder toda vez?
Shiva perdia para ganhar. Essa idéia precisa de uma reflexão para se assentar. No início, os dois eram um só, o estático e indiferenciado UM. Quando eles foram separados em dois, o Purusha e a Prakriti, houve a criação, e houve ação. De acordo com a mitologia, Narada, o poeta celestial, foi até Ardhanareeswara – a forma dois em um andrógina de Shiva e Parvati – e disse que ele iria ensinar um jogo interessante que iria acabar com a inércia e adicionar tempero em suas vidas.
Ele ensinou-lhes o jogo de dados. O jogo de Shiva com Parvati trata-se do jogo de Purusha com Prakriti, a inatividade com a atividade. A aposta era um abraço. Se Shiva vencesse, ele abraçaria Parvati. Seria bonito, se não fosse o fato de que, ao abraçar Parvati, eles retornariam ao estado inativo de Ardhanareeswara. Isso significa que todas as atividades chegariam ao fim; e seria o fim do mundo. Então era crucial que Parvati ganhasse, e que Shiva perdesse o jogo para que a atividade continuasse sem cessar. Na vitória de Parvati, a busca pelo divertimento continuaria...Shiva jogaria outra vez e talvez ganhasse e abraçasse Parvati. Mas ao perder o jogo de dados, ele estava ganhando no jogo da vida. E Parvati ganharia novamente e então o ciclo da vida continuaria.
Os seguidores de Shiva, no entanto, só podiam sentir humilhação e derrota. Eles choraram e rogaram que Shiva se desse melhor enquanto toda a comitiva de Parvati gargalhava. Mas o jogo continuou, com perdas e ganhos – o jogo da Criação e da Destruição, infinitamente.
Para manter o curso da atividade, para manter a harmonia e o equilíbrio, nós devemos experimentar tanto a vitória quanto o fracasso. Dessa forma, o jogo cósmico se certificará de que o ciclo continua. Em uma visão mundana, o efeito ‘gangorra’ cria oportunidades para todos. Quando o sucesso e o fracasso são experimentados, nós cultivamos diversas perspectivas, e aprendemos tanto a perder graciosamente como a ganhar com humildade.
Este é o segredo da união feliz. Na forma andrógina também havia união, mas de forma estática. Não parecia haver propósito, nem resultados. Quando eles foram divididos em dois para se tornarem duas entidades distintas, eles puderam deixar suas criações florescerem. E novamente eles se uniriam para apreciar o jogo. E é isso: a alteridade aumentando a união dos seres.
Você é uma perdedora? Bom pra você.
Por Sudhamahi Regunathan – publicado no jornal The Times of India em 08/02/2010.
O prêmio é a vitória. No que quer que você faça, você tem que ser um vencedor. Seja aprendendo a cantar, a dançar ou apenas jogar. Nós vivemos com medo de perder. Nós temos tanto medo e freqüentemente ouvimos a frase ‘você é uma perdedora’ dita a uma outra pessoa.
Então, o que acontece quando você ‘perde’? Além do fato de que ganhar e perder são termos relativos, não é tão ruim assim perder de vez em quando. Às vezes, ao perder, você pode ganhar mais, especialmente quando você vive em uma sociedade onde você está constantemente em contato com outras pessoas que são expostas a situações diversas. É a pessoa que perde, pode-se dizer, que mantém o curso das coisas. Isso não é uma glorificação aos perdedores, mas uma focalização no desenvolvimento balanceado, ao invés de glorificar a obsessão por ganhar sempre.
Shiva e Parvati estavam jogando dados. Toda vez que Shiva jogava o dado, os torcedores de Parvati se exaltavam de alegria, ao passo que os companheiros de Shiva choravam de angústia. Parvati ganhou e Shiva perdeu. Certa vez, Shiva perdeu até a última peça de roupa que ele usava, para Parvati. ‘Por que você sempre perde?’, perguntavam os torcedores de Shiva. Eles tinham uma fé implícita em sua supremacia. Então como é que ele podia perder toda vez?
Shiva perdia para ganhar. Essa idéia precisa de uma reflexão para se assentar. No início, os dois eram um só, o estático e indiferenciado UM. Quando eles foram separados em dois, o Purusha e a Prakriti, houve a criação, e houve ação. De acordo com a mitologia, Narada, o poeta celestial, foi até Ardhanareeswara – a forma dois em um andrógina de Shiva e Parvati – e disse que ele iria ensinar um jogo interessante que iria acabar com a inércia e adicionar tempero em suas vidas.
Ele ensinou-lhes o jogo de dados. O jogo de Shiva com Parvati trata-se do jogo de Purusha com Prakriti, a inatividade com a atividade. A aposta era um abraço. Se Shiva vencesse, ele abraçaria Parvati. Seria bonito, se não fosse o fato de que, ao abraçar Parvati, eles retornariam ao estado inativo de Ardhanareeswara. Isso significa que todas as atividades chegariam ao fim; e seria o fim do mundo. Então era crucial que Parvati ganhasse, e que Shiva perdesse o jogo para que a atividade continuasse sem cessar. Na vitória de Parvati, a busca pelo divertimento continuaria...Shiva jogaria outra vez e talvez ganhasse e abraçasse Parvati. Mas ao perder o jogo de dados, ele estava ganhando no jogo da vida. E Parvati ganharia novamente e então o ciclo da vida continuaria.
Os seguidores de Shiva, no entanto, só podiam sentir humilhação e derrota. Eles choraram e rogaram que Shiva se desse melhor enquanto toda a comitiva de Parvati gargalhava. Mas o jogo continuou, com perdas e ganhos – o jogo da Criação e da Destruição, infinitamente.
Para manter o curso da atividade, para manter a harmonia e o equilíbrio, nós devemos experimentar tanto a vitória quanto o fracasso. Dessa forma, o jogo cósmico se certificará de que o ciclo continua. Em uma visão mundana, o efeito ‘gangorra’ cria oportunidades para todos. Quando o sucesso e o fracasso são experimentados, nós cultivamos diversas perspectivas, e aprendemos tanto a perder graciosamente como a ganhar com humildade.
Este é o segredo da união feliz. Na forma andrógina também havia união, mas de forma estática. Não parecia haver propósito, nem resultados. Quando eles foram divididos em dois para se tornarem duas entidades distintas, eles puderam deixar suas criações florescerem. E novamente eles se uniriam para apreciar o jogo. E é isso: a alteridade aumentando a união dos seres.
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